segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Passagem de array como parâmetro em subrotinas de Perl

Passar um array como parâmetro em uma subrotina de Perl pode ser muito complicado sem saber todos os conceitos da linguagem. Veja abaixo um exemplo de uma função recebendo arrays de cinco maneiras diferentes:
sub faz_nada_util
{
print "(" . $_[0] . "," . $_[1] . ")";
}

my @array_1 = (1,2);
my @array_2 = [3,4];

faz_nada_util @array_1;
faz_nada_util \@array_1;
faz_nada_util @array_2;
faz_nada_util (5,6);
faz_nada_util [7,8];

A saída será:
(1,2)
(ARRAY(0x81536b4),)
(ARRAY(0x815360c),)
(5,6)
(ARRAY(0x8176f5c),)

O importante no exemplo é verificar que quando criamos um array utilizando colchetes [] estamos retornando na verdade não o array, mas a referência a este array. Dessa forma o primeiro item de @_ seria a referência ao array. Isso é mostrado na terceira e na última linha do resultado.

Quando criamos com o uso de parênteses () temos na váriavel o array em si. Então quando passamos esta lista à subrotina, os itens são copiados um a um no array @_. Isso é demonstrado na primeira e na quarta linha do resultado. Usando a contra-barra \ indicamos no segundo print que queremos enviar a referência do array criado com parênteses.

Mas e se você fizer uma função que receba como parâmetro um texto e um array como parâmetros? Você pode fazer da seguinte maneira:
sub continua_fazendo_nada_util
{
my $nome = shift;
print $nome . ": \n";
foreach $nome ( @_ ) {
print "- " . $nome . "\n";
}
}
continua_fazendo_nada_util("tiago", (1,2,3,4));

É como se a função recebesse como parâmetro um único grande array. Esse tipo de solução funciona bem quando o último parâmetro é o array, pois podemos dar shift dos parâmetros iniciais e iterar com os restantes. Num caso por exemplo em que a função deva receber dois arrays, podemos fazer a passagem de parâmetro pela referência.
sub nada_pra_fazer_aqui
{
my @array_1 = @{$_[0]};
my @array_2 = @{$_[1]};

print "array1: \n";
foreach $a (@array_1) {
print "- $a\n";
}
print "array2: \n";
foreach $a (@array_2) {
print "- $a\n";
}

}
nada_pra_fazer_aqui [1,2,3], [4,5,6];

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Web Democracia: críticas e sugestões

Utilizem o espaço dos comentários para postar suas críticas e sugestões, caso precisem entrar em contato comigo, deixem email ou facebook, responderei e tomarei o cuidado para não publicar o seu contato.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Installed, but unpackaged files found em um RPM

Você pegou um projeto antigo, adicionou um diretório e um arquivo e alterou a sessão %install de seu SPEC para instalar esse arquivo, mas ao rodar o rpmbuild o seguinte erro é obtido:

Checking for unpackaged file(s): /usr/lib/rpm/check-files /var/tmp/MeuPrograma-1.0.7-tiago
error: Installed (but unpackaged) file(s) found:
/usr/local/MeuPrograma/etc/configuracao.properties

No caso o diretório novo é etc e o arquivo novo é configuracao.properties. A resolução desse problema é simples, basta adicionar o novo diretório à sessão %files, para que o rpmbuild o empacote, da seguinte forma:

%files
# ... outros arquivos aqui
/usr/local/MeuPrograma/etc

terça-feira, 17 de junho de 2008

Erro esotérico ao inserir clobs e blobs no oracle

A mensagem de erro do Oracle "table or view does not exist" é simples e direta. O problema acontece quando você está fazendo uma série de inserções em uma tabela, utilizando a mesma String de SQL para todas, e lá pela sexta inserção a mensagem de erro aparece:
java.sql.SQLException: ORA-00942: table or view does not exist

Até que você descubra que pode haver algum problema com o sexto registro da tabela, você perde um bom tempo tentando encontrar algum problema de lógica ou alguma desatenção sua. Até mesmo bufa de raiva achando que é algum bug do Oracle. E de certa forma é.

No meu caso descobri que o erro acontecia quando inseria textos grandes demais em uma coluna clob. Encontrei então um documento da oracle explicando como gravar clobs no oracle utilizando JDBC. O macete é configurar o JDBC com o parâmetro SetBigStringTryClob, assim:
Properties propriedades = new Properties();
propriedades.put("user", "meuUsuario" );
propriedades.put("password", "pensaQueVouTeContar?");
propriedades.put("SetBigStringTryClob", "true");
return DriverManager.getConnection("jdbc:oracle:thin:@meuserver.com:filmes", propriedades);

Fazendo isso o estranho erro parou de acontecer. De certa forma acredito que este é um bug do Oracle, pois no mínimo a mensagem de erro deveria ser algo informando que o tamanho do valor excede o permitido na coluna. Ou até informando que não foi possivel inserir devido a erros no preenchimento da coluna tal.

Contudo, essa não foi a unica vez que este erro aconteceu comigo. Ao inserir dados em um campo blob o maldito "table or view does not exist" deu as caras novamente. No caso eu errei o tipo de dado utilizando setString. Mas dessa vez eu já estava calejado, então bastou verificar que para inserir blobs bastaria fazer algo como o mostrado abaixo:
byte[] arr = new byte[] {0,1};
ByteArrayInputStream b = new ByteArrayInputStream(arr);
statement.setBinaryStream(i, b, b.available() );

Mas que fique bem claro que o fato de eu estar inserindo clobs e blobs no banco não quer dizer que eu ache isso uma boa prática e que eu recomende. Ao contrário, acredito que seja melhor na maioria das situações que esses dados fiquem no sistema de arquivos.

sábado, 7 de junho de 2008

Cálculo da variância com Ruby

No blog Kodumaro foi publicado uma comparação de cálculos estatísticos entre linguagens imperativas, como C, e linguagens funcionais, no caso o Lisp. Os cálculos utilizados como exemplificação foram os de variância da população e variância da amostra. Como estou estudando ruby, me empolguei e resolvi fazer a versão desses cálculos nessa linguagem.

Veja como o código ficou:
class Array
def acumula()
acc = 0
each { |a| acc += yield(a) }
acc
end
def media()
total = acumula { |a| a }
total / length
end
def numerador_de_variancia()
m = media
acumula { |a| (a - media)**2 }
end
def variancia_populacional()
numerador_de_variancia / length
end
def variancia_da_amostra()
numerador_de_variancia / (length-1)
end
end
O que fiz foi criar novos métodos na classe Array para fazer todos os cálculos necessários. O interessante é que não encontrei na documentação do Ruby nenhum método que iterasse sobre um array e retornasse um acumulo dos valores calculados por um bloco. Para suprir isso criei então o método acumula.

Apesar do código ter ficado um pouco mais verboso que o código em lisp exibido no Kodumaro, o uso ficou mais simples. Como são novos métodos, para obter a variância da amostra em um array basta por exemplo fazer [2,4,6].variancia_da_amostra. Veja abaixo um exemplo de uso desses métodos:
array = [2,4,6]
puts "Media: #{array.media}"
puts "Numerador de variancia: #{array.numerador_de_variancia}"
puts "Variancia populacional: #{array.variancia_populacional}"
puts "Variancia da amostra: #{array.variancia_da_amostra}"
Mas é importante ressaltar o perigo dessa alteração de classe. Veja que não faço nenhum tratamento sobre o tipo de dado do array. No caso, estou assumindo que todo array que vá utilizar esses métodos tenham sempre todos os indices preenchidos por numeros.

EDS: Excell Driven Scrum

Para quem não sabe, EDS é o Excell Driven Scrum. Ou vocês achavam que siglas com a palavra mágica Driven serviam somente para Development? Estavam enganados. O EDS ocorre quando o P.O. elabora previamente um planejamento, sprint a sprint, do que deve ser feito pelo time para um longo período de tempo. Este planejamento é então gravado em um arquivo excell read-only.

Pelo pouco que entendo de Scrum, esse padrão é uma maneira muito equivocada de se pôr em prática um ambiente de desenvolvimento ágil. Isso porque a definição dos sprints deveria ser feita com a particiação do time. E mesmo se esse tal planejamento anual fosse feito com o time, ainda sim eu consideraria errado, pois é impossivel prever com muita antecedência fatores ambientais que fatalmente mudam as necessidades e problemas que precisam ser resolvidos.

Além disso, o fato de termos escopos definidos para cada sprint, faz o sprint planning 1 ficar engessado. O time perde a liberdade de sugerir histórias prioritárias que garantam a qualidade do sistema. Isso acaba causando um desgaste durante a reunião, o time não entendendo como o P.O. pode ignorar os possiveis problemas da aplicação e os riscos que eles podem causar, e o P.O. sem entender porque o time não aceita seguir o planejamento anual.

Acontece que muitas vezes o uso deste padrão não é culpa do P.O., é uma parte da cultura anterior à adoção do Scrum que ainda não foi possivel mudar. Contudo, não se pode fechar os olhos para este problema. Para acabar com o EDS, é preciso que o P.O. brigue corajosamente contra ele. O time também precisa bater o pé o máximo possivel para mudar esta cultura. E a briga não é apenas para mudar a cabeça de quem está acima hierarquicamente, é também para mudar suas próprias mentes.

Portanto, apesar de ter pouca experiência com scrum, acredito que utilizar o padrão EDS não é uma boa alternativa de implantação dele. Pela minha vivência de menos de um ano e a participação em apenas um curso, me parece que um dos principais benefícios que o Scrum traz é a liberdade que o time tem para identificar problemas e resolve-los para garantir a qualidade do produto. Com o EDS isso não é possivel.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Como obter a URL do SWF

Essa aqui é básica, mas eu procurei bastante no Google e não encontrei. Acabei só achando no help do próprio flash. Caso você precise obter no seu aplicativo flash qual é o caminho completo do seu SWF, basta utilizar a propriedade loaderURL do objeto loaderInfo contido no seu MovieClip. Veja abaixo:

package {
public class Main extends MovieClip {
function Main() {
trace( "URL do SWF: " + this.loaderInfo.loaderURL );
}
}
}